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MINIMALISMO - O movimento em direção ao consumo responsável e mais intencional!

@opacefinanceiro

Num mundo de consumo desenfreado, de crédito fácil e de valorização excessiva das aparências e do sucesso material, adotar um

estilo de vida minimalista é um grande desafio, mas constitui-se como um dos alicerces da Independência Financeira.

O minimalismo não é um movimento recente. De maneiras ligeiramente diferentes, todas as maiores religiões mundiais pregam

alguma forma de desapego aos bens materiais. Ou seja, sem querer entrar nesta área tão sensível, o minimalismo não é uma

novidade.

Entretanto, na última década ou duas, alguns influenciadores digitais começaram a chamar atenção para o fato de que estávamos

entrando num ciclo de consumismo fora de controle e de que deveríamos repensar alguns dos nossos comportamentos.

Geradores de conteúdo como Joshua Becker, Joshua Millburn & Ryan Nicodemus (conhecidos como “The Minimalists”), Leo

Babauta, Marie Kondo e outros, começaram a produzir conhecimento nesta area.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o Minimalismo moderno não defende que você abra mão de todos os bens materiais

e se mude para um monastério no Tibete, passando a viver como um monge budista (nada errado nisto, é claro).

O Minimalismo do século XXI simplesmente defende a ideia de que, pra sermos felizes de verdade, temos que nos concentrar em

“sermos” ao invés de “termos”. De que o consumo é necessário e importante no mundo capitalista em que vivemos, mas de que

temos que ser mais intencionais no que compramos e somente adquirir o que é verdadeiramente essencial e importante. O que

nos traz alegria genuína.

O minimalismo valoriza experiências, relacionamentos e auto-conhecimento. Minimalismo é intencionalidade. É uma partida da

cultura de que a felicidade pode ser comprada numa loja de departamentos…

Possuir coisas demais, não somente negativamente afeta o saldo da nossa conta bancária, mas também afeta o nosso estado de

espírito, ao desviar nossa energia do que realmente importa. Todo item gera manutenção e ocupa um espaço físico.

Ao possuir coisas em excesso, você esta “congestionando” sua vida e a sua mente.

O exemplo clássico do que estou falando é possuir um automóvel próprio. Em tempos onde, pelos menos na maioria dos centros

urbanos, as opções de transporte público vão gradativamente melhorando e onde, principalmente, com a disseminação dos

sistemas de transporte por aplicativo e aluguel fácil e flexível de carros, possuir um automóvel próprio perdeu o sentido, do ponto

de vista estritamente racional e financeiro.

Você tem idéia de qual o tempo percentual médio de utilização de um automóvel particular? Quatro por cento! Ou seja, um

automóvel particular roda aproximadamente 4% do tempo, enquanto que fica estacionado 96% do tempo. O que significa que, ao

comprar um carro, você vai carregar 100% do custo fixo, em termos de seguros, impostos, depreciação, manutenção e tudo o

mais, pra utilizar este veículo somente 4% do tempo. Alem disto, pense no tempo e energia gasto com levar o carro na oficina para

a manutenção, abastecer, calibrar pneus, lavagem periódica e etc…

Quer mais um ponto? E o tempo que você se desloca de casa para o trabalho, dirigindo por conta própria? Que tempo perdido! Ao

utilizar sistemas de aplicativo, ou o transporte publico, ou até caminhando, você libera este tempo pra ser produtivo, ler, ouvir

musica ou podcasts, assistir videos, descansar, enfim, você toma controle do seu tempo…

Se você possui coisas demais e segue comprando e consumindo, sugiro, como ponto de partida, que você assista ou leia o

material de Marie Kondo ou o documentário “The Minimalists”, ambos disponíveis no Netflix. A partir dai, aposto que sua

perspectiva tende a mudar e você passará a ser muito mais intencional no seu consumo.

Aprender a viver com pouco e a ser feliz sem excesso, é um dos alicerces para atingir a Independência Financeira precocemente.

Como sabiamente diz Joshua Millburn, dos “The Minimalists”, “ame as pessoas e use as coisas, porquê o oposto, nunca

funciona”.

Otavio Daudt

[email protected]